A estreia de Lanternas já está movimentando o público e a crítica, e a série da HBO começa a despontar como uma das produções mais promissoras do novo DC Studios. Com Kyle Chandler como Hal Jordan e Aaron Pierre como John Stewart, a produção aposta em uma abordagem muito diferente do que tradicionalmente se espera de uma história dos Lanternas Verdes.
A trama utiliza duas linhas temporais, principalmente 2016 e 2026, acompanhando diferentes momentos da trajetória de Hal e John. A narrativa apresenta o veterano Jordan em uma fase mais experiente e o treinamento de Stewart, enquanto a linha do presente acrescenta novas peças ao mistério central.
O grande diferencial está justamente no tom. Em vez de apostar inicialmente em uma aventura espacial tradicional, Lanternas funciona como um thriller policial, com investigação, personagens moralmente complexos e uma atmosfera que lembra bastante True Detective. A própria equipe criativa descreveu a ideia como uma mistura entre True Detective e o universo dos Lanternas Verdes.
E a série não economizou nas surpresas. O primeiro episódio termina com uma revelação envolvendo Hal Jordan, criando uma enorme questão sobre o futuro do personagem e explicando, pelo menos parcialmente, a condição em que ele aparece na linha temporal mais recente. O mistério também abre espaço para diversas possibilidades dentro do novo DCU.
As primeiras avaliações destacam principalmente a química entre Chandler e Pierre, a maturidade do roteiro e a capacidade da produção de equilibrar investigação policial com elementos de ficção científica e mitologia dos quadrinhos.
Ainda há muitas perguntas sem resposta e, principalmente, espaço para grandes participações e revelações ao longo da temporada. Lanternas parece disposta a construir seu universo com calma, apresentando primeiro os personagens e o mistério para depois ampliar a escala cósmica.
Se mantiver esse nível, a série poderá não apenas se tornar uma das melhores produções do novo DCU, mas também provar que histórias de super-heróis podem funcionar muito bem quando tratadas com maturidade, suspense e personalidade própria.






